PRÓLOGO
FADE IN
1.
CENA EXT. ACAMPAMENTO. MANHÃ.
GABRIELLE acorda com o som de coisas sendo arremessadas. Ela rola, abre seus olhos e descobre Xena andando com passos largos pelo acampamento. Ela está movendo as coisas com mais força do que o necessário. Há um olhar claramente frustrado no seu rosto enquanto ela perambula pelo acampamento.
GABRIELLEAlgo errado?
XENAEu não consigo achar.
GABRIELLEAchar o quê?
XENAMeu chicote, Eu sei que ele estava aqui na noite passada.
Gabrielle limpa a garganta timidamente e olha embaixo de suas cobertas. Abaixando-se, ela vagarosamente puxa para fora o chicote de Xena.
GABRIELLEAqui está.
Xena olha e franze as sobrancelhas.
XENAComo isso foi parar…(pausa)Ah tá.
Xena se inclina, toma o chicote e começa a enrolá-lo.
XENA(continua)Obrigada.
Ela se vira e começa a empacotar suas coisas e empurrá-las nas sacolas. Gabrielle afasta as peles e se levanta. Ela estica os braços bem acima da sua cabeça e boceja.
GABRIELLELinda manhã.
Xena não responde verbalmente, apenas grunhe e continua empacotando suas coisas.
GABRIELLE(continua)OK, o que há de errado?
XENA (irritada) Errado? (enfia sua camisa em uma sacola) O que poderia estar errado?
GABRIELLEÉ óbvio que há alguma coisa.Você está mais irritada que umcentauro de três pernas.
XENANão há nada de errado.
GABRIELLEÉ por causa da noite passada?(pausa)Xena, Eu só estava cansada.
XENA(olha para ela, levemente aborrecida)Não é por causa da noite passada.
GABRIELLEEntão o que é?
XENAÉ coisa de guerreira.
Gabrielle logo fica frustrada com a atitude de Xena e começa a caminhar pelo acampamento
também. Ela resmunga consigo mesma enquanto desfaz sua cama.
GABRIELLEÓtimo. Fique aborrecida.Você sempre fica mal-humorada assimquando você volta dos mortos.
Xena se levanta e coloca as mãos na cintura.
XENAEu não estou aborrecida!
A uma curta distância dali, a discussão inteira está sendo observada por AFRODITE. Ela acena e sorri para as duas de uma maneira bastante maternal.
AFRODITEAs minhas garotas estão irritadas?
Ela observa por um longo momento enquanto a discussão se torna mais calorosa e Gabrielle se investe na direção dela com odres de água para encher. É claro que Gabrielle não pode ver a deusa e ainda está falando consigo mesma.
GABRIELLEGuerreiros! Sabe o quantoa vida seria mais fácil se eupudesse ler mentes?
Afrodite se apruma e sorri enquanto gira os dedos.
AFRODITEOh, que idéia radical,minha pequena barda.Então que seja.
Afrodite faz o grande gesto de empurrar suas mangas e jogar um feitiço na Gabrielle. Gabrielle olha para cima por um momento, sentindo algo quando o feitiço cai sobre ela, mas balança a cabeça e continua a encher os odres no lago.
Ela tem a mão totalmente submersa enquanto o odre borbulha e fica cheio. De repente, ela grita e puxa sua mão para fora, olhando curiosamente para seu dedo.
GABRIELLEAiii!
Ela sacode a mão, olhando para onde ela aparentemente foi mordida. Então ela ouve algo e inclina sua cabeça para escutar.
VOZ 1Eu te disse que não era um verme.
VOZ 2Parecia ser um verme pra mim.
Gabrielle examina a água de onde as vozes parecem vir. Ela vagarosamente alcança o odre de água, mas continua a olhar para a água, sentindo-se um pouco confusa. Ela puxa de volta o odre e o tampa, quando ela ouve Xena chamar por ela.
XENAOK, Narciso, Estou prontapara ir tão logo você possase arrancar daí.
Gabrielle se levanta e se vira para Xena. Ela olha de volta para a lagoa uma última vez, ainda sem muita certeza do que ouviu.
GABRIELLESim, sim, estou indo.Tão impaciente você.
Afrodite observa Gabrielle ir embora antes que ela possa chamá-la ou mesmo pensar que ela pudesse ouvi-la.
AFRODITEDe nada.Não tem de quê!
A deusa dá uma risadinha da sua própria piada antes de desaparecer em um lampejo.
FADE OUT:
FIM DO PRÓLOGO
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